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Jiu-Jitsu une gerações e fortalece laços no Jockey Club Uberaba

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Mais que um clube, o Jockey Club Uberaba se firma como um espaço de formação integral, onde o esporte é ferramenta de transformação social e pessoal. Prova disso é o sucesso do trabalho desenvolvido com o jiu-jitsu, que hoje atende cerca de 56 alunos fixos e mais de 70 praticantes regulares, o trabalho desenvolvido no Jockey Club já mudou muitas vidas. As aulas atendem todas as faixas etárias e níveis de experiência, com foco em disciplina, respeito, saúde e inclusão.

O projeto é conduzido pelo professor Israel J.A. da Silva, policial civil aposentado com mais de 30 anos de experiência em artes marciais. A iniciativa nasceu da própria vivência de Israel com os benefícios físicos e mentais do jiu-jitsu ao longo de sua carreira na Polícia Civil. “O jiu-jitsu me ajudou a manter o foco e controlar o estresse durante 30 anos de serviço. É um esporte que fortalece o corpo, mas principalmente a mente”, destaca o professor, que desde 2011 compartilha seu conhecimento no Jockey Club.

Com uma metodologia inclusiva e acessível, Israel acolhe alunos de todas as idades, de crianças pequenas a idosos, provando que o jiu-jitsu é para todos. “Já tive alunos de 4 anos. A idade nunca foi um limite, o que conta é a vontade de aprender. Queremos formar campeões, sim, mas o mais importante é formar pessoas melhores. O jiu-jitsu ensina a cair, levantar e seguir em frente, no tatame e na vida”, resume.

Jovens atletas que inspiram

O Jockey tem sido celeiro de jovens promessas. Entre elas, Ana Victória Cardoso, de 13 anos, que treina há mais de cinco anos. Ela resume em poucas palavras o que o esporte representa. “Jiu-jitsu pra mim é vida. Eu não me imagino sem treinar. Meu sonho é competir no campeonato brasileiro e depois fora do Brasil.”

Sofia Ranuzzi Soares, de 11 anos, também pratica jiu-jitsu há quase seis anos. Ela lembra que no início ficou em dúvida entre seguir no esporte ou escolher outra atividade, mas não se arrepende. “Minha mente ficou mais blindada, fiquei mais forte. Hoje não fico mais nervosa antes das competições. E se eu perder, tudo bem, no outro dia eu ganho.”

Outra jovem que representa essa nova geração é Mariana Soares Lázaro, de 16 anos. Atleta do Jockey desde os 9, ela resume bem o que a modalidade representa. “O jiu-jitsu, pra mim, não é só um esporte, é um estilo de vida. Ele é uma terapia, me ajuda muito no dia a dia. Aprendi disciplina, respeito, dedicação. Você precisa ter foco não só nos treinos, mas na alimentação também. Me identifiquei logo de cara. Comecei porque meu pai, que já treinava quando era mais jovem, voltou a praticar por recomendação médica. Eu o acompanhava e quis fazer também. Fiz uma aula experimental com o professor Israel e me apaixonei. Nunca mais parei.”

Sua irmã, Maria Carolina Soares Lázaro, de 12 anos, compartilha a mesma paixão. “O esporte é um estilo de vida. Eu e minha irmã treinamos juntas, sem disputa, sempre ajudando uma à outra.”

E o impacto vai além da performance física. Para o jovem Pedro Mábio, de 12 anos, o jiu-jitsu foi fundamental para vencer uma luta pessoal. “Quando comecei a treinar, consegui me libertar de muita coisa. Eu tinha depressão e o jiu-jitsu me ajudou a superar. Ele desestressa a mente, cura por dentro.”

Quem também se destaca é a Alice de Almeida Oliveira, de 13 anos, que começou há pouco menos de dois anos e já colhe os frutos. “Mudou muita coisa na minha vida. O esporte me ajuda muito, tanto no físico quanto no mental. Traz equilíbrio e foco. Eu quero seguir profissionalmente, chegar ao UFC, e minha família me apoia muito nisso”, afirma.

Família no tatame

No Jockey, o jiu-jitsu também é um elo entre pais e filhos. Os treinos viraram momentos de conexão, aprendizado e incentivo mútuo. Wagner Lázaro, pai das atletas Maria Carolina e Mariana, também pratica a arte marcial. Ele começou para melhorar a saúde, e acabou contagiando toda a família. “O esporte afasta os filhos das telas, aproxima, ensina respeito e disciplina. Elas começaram me vendo treinar e quiseram fazer também. Hoje é parte da nossa rotina.”

A esposa dele, Liziane Lázaro, também entrou no tatame. Além de mãe de duas atletas, ela própria se transformou com o jiu-jitsu. “O jiu-jitsu é mais do que arte marcial, é formação de caráter. Trouxe foco e resiliência para mim e para minhas filhas. Hoje somos mais fortes, dentro e fora do tatame.”