O som das bolas ecoando pelas quadras e o riso leve vindo da areia não são apenas sinais de mais um treino. No Jockey Club Uberaba, o vôlei, tanto de quadra quanto de areia, é mais do que uma prática esportiva: é ferramenta de transformação, integração e formação pessoal.
Sob a condução da instrutora Roberta Miziara Jorge Prata César, os treinos se tornaram um verdadeiro laboratório de aprendizado humano e técnico. Com turmas organizadas nos níveis iniciante, intermediário e avançado, o projeto já reúne cerca de 80 alunos de diferentes idades, perfis e objetivos. “Eu estou muito feliz de estar sendo instrutora aqui no clube. Gosto muito da modalidade, e essa oportunidade tem sido uma forma de mostrar meu trabalho e aplicar um método de ensino que realmente funciona”, afirma Roberta.
Metodologia inovadora e acessível
Roberta aplica o método interacionista, um modelo de ensino que prioriza a aprendizagem a partir da vivência prática do jogo, promovendo interação entre os alunos e permitindo correções durante as situações reais. “Diferente do modelo tecnicista, no interacionismo a gente consegue colocar todos para jogar em 50 minutos e, ao mesmo tempo, ir corrigindo postura, toque, deslocamento. É muito acessível, atende várias faixas etárias e permite aprendizado ativo”, explica.
Esse formato foi apresentado a ela durante sua formação pelo professor Francisco Coelho, a quem dedica parte de seu entusiasmo e conhecimento. “Ele me convenceu das vantagens dessa metodologia. Pela quantidade de alunos aqui no clube, ela se mostrou ideal. É mais dinâmica, mais humana e muito eficaz”, completa.
Do lazer ao alto rendimento
A proposta do clube não se limita à recreação. Segundo o diretor do departamento de Esportes, Flávio Henrique Bernardes dos Santos, o vôlei é peça-chave no projeto de desenvolvimento esportivo do Jockey.
“Investimos em estrutura, materiais e treinadores qualificados. O vôlei cumpre um papel social e formativo importantíssimo. E com isso, buscamos também formar atletas preparados para competir e representar nosso clube com orgulho”, destaca Flávio.
O clube aposta na formação completa do atleta, da iniciação à performance. E o vôlei, por ser versátil, permite esse desenvolvimento gradual. “É uma modalidade que serve tanto para o lazer quanto para o rendimento. A gente trabalha com crianças, adolescentes e adultos. Dá para adaptar conforme a necessidade de cada um”, afirma Roberta.
Vôlei que muda vidas: depoimentos que inspiram
Aos 12 anos, a aluna Perlla Mariah é exemplo da influência positiva da prática. “Eu ficava só no telefone. Agora venho para o Jockey, fiquei mais disposta, menos preguiçosa. Melhorou até na escola. Eu quase ganhei um campeonato lá!”, conta entusiasmada. Incentivada pelos pais, Perlla sonha alto: “Quero ir muito longe com o vôlei”.
Já o adolescente João Vitor, de 17 anos, encontrou no esporte uma forma de melhorar o condicionamento físico e emocional. “Comecei por causa do físico, mas vi que ajuda também no estresse. A gente aprende a perder e ganhar, e isso traz equilíbrio”, conta. Ele pratica tanto o vôlei de quadra quanto o de areia e destaca as diferenças entre eles: “A areia exige mais do corpo, mas ajuda muito na resistência”.
Olhar de mãe: o impacto vai além da quadra
A influência do esporte na vida das crianças não passa despercebida pelas famílias. Para Keila Souza, mãe da Ana Laura, de 11 anos, o vôlei tem sido essencial. “É uma válvula de escape. Ela mudou muito, ganhou consciência corporal e emocional. Está mais feliz e equilibrada. A Ana Laura antes do vôlei era uma, agora é outra completamente diferente”, afirma emocionada.
Ana Laura, por sua vez, se inspirou no pai e hoje colhe os frutos da escolha: “Sentia dor no joelho, agora passou. E me ajuda a ficar menos no celular. Adoro jogar”.
Muito além do esporte
O vôlei no Jockey Club Uberaba é mais do que técnica, pontuação ou condicionamento físico. É disciplina, inclusão, respeito e desenvolvimento social. Dentro das quadras e na areia, os alunos aprendem valores que ultrapassam os limites do esporte: trabalho em equipe, controle emocional, dedicação e empatia.
“Acreditamos no poder do esporte para transformar, unir e inspirar pessoas de todas as idades. E vamos seguir investindo para que cada treino, jogo e conquista fortaleçam não apenas o clube, mas também a comunidade que ele representa”, finaliza o diretor Flávio.
Quem pode jogar vôlei?
“Todo mundo!”, responde Roberta sem hesitar. “É uma modalidade para todas as idades. A gente adapta conforme o aluno. E os benefícios são muitos: melhora a coordenação, disciplina, respeito, socialização. É saúde, é movimento, é vida”, conclui.